Metas

O céu é o limite, babe.

Vou contar uma coisa para vocês. Desde 2005, quando eu tinha 16 anos, eu faço metas para a minha vida no próximo ano. Sabe aquelas promessas de Réveillon? Quase isso.

Começou com uma questão bem pessoal e constrangedora, que obviamente não vou contar aqui, mas com o tempo passou a englobar aspectos da minha vida acadêmica e profissional.

Vocês definem suas metas? Acho muito importante. Desde 2005 nunca houve uma que eu não alcançasse. Mágica? Claro que não. É que lembrar diariamente de algo que você queira muito leva você a tomar atitudes que realmente te levam àquele objetivo. Querer passar em um vestibular leva alguém a estudar mais, querer um emprego melhor leva alguém a se preparar melhor para o mercado.

E sim, claro, a ambição é sempre bem vinda, mas toda vez que eu estabeleço meu objetivo do ano, eu defino algo que deve ser possível de ser realizado em um dado período de tempo.

A minha mania é revisar as minhas trajetórias todos os finais de ano, mas isso poderia ocorrer a qualquer momento. Qual é o seu objetivo? Defina-o e comece a lutar por sua realização… JÁ!!!

Atualização: Uma das características mais “aclamadas” da Geração Y é o foco para o sucesso. Hoje um grande amigo me indicou um artigo que afirma que o sucesso é pura e simplesmente consequência de esforço, palavrinha mágica que muitos Ys parecem ter esquecido. A regra é clara: meta sem batalha não leva a lugar algum. Interessantíssimo, dá uma conferida!

Todos queremos ser [os mesmos] jovens?

Esses dias eu estava lendo uma crônica da Ivan Angelo, chamada Receita de Felicidade. Simpática, afirmava que é muito difícil ser feliz antes dos 30, já que a juventude tem urgências, compromissos com a aprendizagem, com a paixão, sonhos e competição, elementos que, embora muito bons, não geram felicidade, mas sim angústia.

Sim, we all want to be young, e eu também quero. Nossa geração Y tem sede por estas angústias. Quer sucesso, quer se comunicar rápido e crescer mais ainda, nem que para isso tenha que pular de galho em galho e empresa em empresa até ter um cargo gerencial para chamar de seu. Opa! Tô dentro.

O que eu não quero para mim é que a categoria Y se torne um imperativo do que eu devo ser. É impressão minha ou tem uma certa dose de estereótipo pairando no ar?

Penso em processos seletivos que participei nos últimos tempos. Ter as características Y é sinônimo de sucesso: o cara vai começar como trainee e ganhar seu primeiro milhão antes dos 30. Agora se você é tímido, ou não entrou para a nova rede social, ou não tem smartphone nem tuíta a todo instante sem direito a pausa para o banheiro, atenção: é melhor se contentar com o título de incompetente. Ou arranjar marido rico.

Lembro ainda que os Y não são apenas uma nova geração de profissionais, são um segmento de mercado. Isso me faz repensar esse burburinho todo. Falar tanto do que devemos ou não ser é ótimo para as empresas que contratam jovens que querem por a mão na massa. E é melhor ainda para as empresas que vendem para estes mesmos jovens. Ou você acha que aquela nova linha de smartphone com acesso ao Facebook surgiu por coincidência?

Melhorar nossas habilidades e competências é fundamental. Eu luto por isso diariamente, enquanto vou atrás do meu sucesso em meu futuro cargo gerencial. Mas não porque eu sou uma Y. É esta a forma que eu busco a minha felicidade.